segunda-feira, 13 de novembro de 2017

Aula do dia 20 de Outubro de 2017

Pedagogia da Autonomia


Na aula de hoje demos continuidade as discussões do segundo capítulo do livro "Pedagogia da Autonomia" de Paulo Freire.

Fizemos a seguinte reflexão: que ensinar exige uma apreensão da realidade e do inacabamento do ser humano. O ser humano é, por natureza e talvez definição, inacabado.

Uma vez inconcluso, o ser humano necessita de educação, colocamos a cultura em nossas vidas e transmitimos o saber às novas gerações. Devemos ter é esperança como docentes no que tango aos dicentes: é possível que podemos promover a esperança nos alunos, que também são seres inacabados. Com isso, deve-se ter em mente a realidade do aluno, o contexto, os problemas e as soluções trazidas para a sala de aula. É uma sensibilidade que deve ser próprio da pessoa que é professor.

É bom que tenhamos em mente que temos que ouvir nossos alunos. Em uma sala lotada, quantas histórias diferentes, quantas realidades, quantos conflitos defrontamos e que estão querendo ser ouvidos por não ter onde se esvair. De fato, são múltiplos os fatores que influenciam diretamente nos processos de ensinar e aprender. Um dos fatores é o conhecimento da realidade do aluno, este nos dá sinais e é aí que devemos conhecê-lo bem e treinar o tato como professores.

Conhecendo o aluno é possível ensinar e ensinar bem. Conhecendo suas vivências, seu contexto e sua realidade é possível encontrar do emaranhado de contradições e as potencialidade. A realidade do aluno pode ser transformada e assume uma aprendizagem significativa, contextual e historicamente situada. Porém, que a prática se aproxime cada vez mais do discurso do professor. Nem sempre conseguimos realizar o ofício dignamente, porém a utopia é útil para que se transforme a realidade, lutando cotidianamente contra a incoerência e se analizando permanentemente sobre aquilo que fazemos. Tem-se um professor crítico, que se questiona e tem sua prática dinâmica, fluida.

Outra ideia que tomamos como notável, dentre tantas, é que na pedagogia da autonomia temos um conjunto de teorias e significados que correspondem os processos de ensino-aprendizagem que acredita no inacabamento humano e, portanto, na possibilidade humana de transformação e mudança, onde a autonomia é assumir-se como sujeito responsável, ético, político, epistêmico. Só um professor autônomo é capaz de trazer e dar à luz à autonomia do aluno, como o prizioneiro que liberto os outros cativos e os leva à luz no mito platônico.

Ainda assim, o professor é um ser político que deve ser inimigo da acomodação, deve ser partícipe da sua sala de aula e do contexto de sua profissão, estando atento a tudo que concerne à sociedade. Que também o professor lute pelos seus direitos, tanto profissionais quanto de cidadania.

É também o docente promotor da colaboração, junto com os alunos, com os outros professores. A colaboração docente é um fator determinante que poderá mudar o rumo da educação desse país.

O existêncilismo de Freire nos traz a processualidade do processo de educação, nesse sentido, o existêncialismo é substrato à consciência e pensamento crítico. O existir é construído com todas as coisas, com a vida. A intencionalidade, outra aspecto da pedagogia freiriana, é fundamental para os professores nessa perspectiva.

Objetivo
Conteúdo
Procedimento de Ensino
Procedimento de Avaliação
Recursos

Compreensão do capítulo 2 do livro Pedagogia da Autonomia de Paulo Freire
continuação do Capítulo 2
Aula interativa entre professora e alunos
Participação dos alunos e atuação durante a aula
A oralidade e leitura do capitulo.

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